(Só to guardando este texto aqui, não leve ele a sério, ok? ok.)
Penso em livros como estopim criativo. É como uma ideia que você deixa voar para testar a reação de quem observa.
Se quiser pensar como negócio, vai precisar de sensibilidade para captar os retornos que receber e entender qual é o próximo passo. O mercado, a tecnologia e as pessoas que suas ideias sensibilizar é que vão determinar que tipo de resultados vai obter. No fundo não é uma questão mensurável, previsível e, muito menos controlável. É como vôo-livre. Por melhor que seja sua técnica, sempre haverão as condições de tempo que definirão a exata posição do seu pouso. O livro, amigo, é só o salto.
Alguns livros viram filmes clássicos. Outros brindes do McDonald's. Alguns são recitados em saraus, ou peças de teatro, ou tele-novelas. Tem, inclusive, alguns que viram histórias na cabeça de alguém. Para chegar lá, todo livro faz sua trajetória, às vezes planejada, outras ocasional, às vezes estimulada.
Porém, acredito no acidental. Na ideia que se lança antes de ser necessária, mas talvez pela corrente de ventos ou por pura acertividade na loteria das estatísticas e probabilidades do destino, se encaixa em uma necessidade, um anseio, uma carência. Enfim, é a ideia que 'cai como uma luva', preenche um vácuo, resolve problemas e toma a sorte para si.
Acreditando nisso, aposto na produtividade que gera quantidade. Na quantidade que amplia possibilidades estatíticas. Com isso, preciso dizer que gosto ainda mais da aposta lógica, calculada e ilusoriamente assegurada pela exposição estimulada, na força que toda ideia aquire quando conquista um fã e nos olhos atentos ao retorno oferecido pelo público.
Não basta escrever muito e deixar escondido na prateleira. Não basta escrever pouco e acreditar que um único cavalo vai vencer todas as corridas.
O caso é que o livro em si não é algo acabado, é sempre um começo. Um começo é um salto. O destino sempre será acidental. Falar em salto, vôo-livre e acidentes na mesma frase pode dar medo. Mas é exatamente este o tipo de adrenalina que vicia.
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