Este filme, até onde sei, passou batido pelos cinemas brasileiros. Mas, em Londres foi bem falado. Fui atrás e valeu a pena. Recomendo.
Com pouca grana, sem grandes produtoras ou distribuidoras. Atores desconhecidos, roteiro linear, história simples. E, vale a pena.
Attack the Block se propõem a inovar dentro e conceitos superexplorados: alienígenas, grupo heterogêneo com direito a líder corajoso e o amigo engraçado. A fórmula que já deu certo.
E vale a pena assistir? Claro que sim.
Gosto muito dessa coisa do cinema infanto-juvenil e de ação dos anos 80, Sci-fi descarado. E aqui estes elementos borbulham numa estética muito contemporânea, com ritmo e diálogos superlegais, atuais e, na medida do possível, realistas.
É praticamente uma mistura do Cidade de Deus com o Independence Day.
Mas sem a carga emocional do primeiro, muito menos a grandiloquência do segundo.
O olhar original sobre “a invasão alienígena” é o pulo do gato. Aqui, os aliens não querem conquistar o mundo, mas um bloco de habitações populares no sul de Londres. O olhar não é do prisma do presidente, da polícia, das emissoras de TV. Mas, de uma turma de trombadinhas que decide defender seu território.
O filme começa sem nenhum esforço para sintonizar plateia e personagens. Pelo contrário, os protagonistas são apresentados de um jeito bem antipático. E isso é ótimo, pois dá a oportunidade do espectador ir se aproximando aos poucos da ganguezinha em questão.
Aspectos sociais são tratados, sim. Mas sem aquela coisa de explorar ao máximo a chaga da nação. O foco é a ação, monstros peludos com dentes de neon e garotos com fogos de artifício na mochila.
E, de novo, tudo o que já vimos, mas de um prisma novo e com sotaque diferente.
Lá para o fim, um dos personagens se safa graças a uma bandeira da Inglaterra. Um cutucãozinho nas produções em que o presidente/agente/governo/exército dos EUA sempre são OS salvadores.
A fotografia é honesta, a trilha é pulsante na medida.
Não simpatizei tanto com o líderzinho que é quase um Denzel Washington mirim. Mas, muita gente gosta so DW. Então, o moleque tem futuro...
Não simpatizei tanto com o líderzinho que é quase um Denzel Washington mirim. Mas, muita gente gosta so DW. Então, o moleque tem futuro...
Pesquisei sobre o criador, Joe Cornish. O cara é um estreante em longas. Portanto, promissor. Seu trabalho mais relevante é o roteiro de Homem-Formiga, novo filme de herói da Marvel. O que me deixou otimista. Os últimos filmes da Marvel andam bem nhé, nhé, nhé.
Postei o trailler do Attack aqui, ó:


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